Economia Criativa será tema do Caderno de Estudos do Fórum Desenvolve Londrina em 2018
Conceito reúne atividades produtivas geradas com atos criativos que resultem em riqueza cultural, econômica e social ao município
21/03/2018 economia criativa

Em 2018, o Fórum Desenvolve Londrina vai estudar a Economia Criativa como Desenvolvimento Sustentável para Londrina. O tema é entendido como um conjunto de negócios baseados no capital intelectual e cultural e na criatividade que gera valor econômico.

Desta forma a Economia Criativa abrange os ciclos de criação, produção e distribuição de bens e serviços que usam criatividade, cultura e capital intelectual como insumos básicos, estimulando a geração de renda, empregos e receitas enquanto promove a diversidade cultural e o desenvolvimento humano.

Em 2015, a área criativa gerou riqueza de R$ 155,6 bilhões para a economia brasileira segundo Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil publicado pela Firjan/RJ em dezembro de 2016.

A Fecomércio/SP, em 2012, lançou o Índice de Criatividade das Cidades com o objetivo de obter subsídios para a adoção de políticas públicas focadas na criatividade, capazes de gerar avanços efetivos no nível de competitividade e na economia dos municípios. O ranking analisou 27 Estados e as 50 maiores cidades do país. Nesse ano, Londrina foi classificada como a 9ª cidade mais criativa do país.

No Brasil, segundo definição da Secretaria de Economia Criativa, vinculada ao Ministério da Cultura e criada em 2012, 20 setores estão dentro do ‘guarda-chuva’ da Economia Criativa: artes cênicas, música, artes visuais, literatura e mercado editorial, audiovisual, animação, games, software, publicidade, rádio, TV, moda, arquitetura, design, gastronomia, cultura popular, artesanato, entretenimento, eventos e turismo cultural.

Segundo o professor Caio Giusti Bianchi, docente em Gestão da Criatividade, Inovação e Empreendedorismo na ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), a economia criativa tende a crescer exponencialmente por conta do desenvolvimento de tecnologias e das mudanças no comportamento do consumidor.

Para Bianchi, a grande tendência é que o compartilhamento de informações nas diversas plataformas online faça cada vez mais parte de hábitos dos brasileiros com a substituição do pensamento ‘ter um bem material’ por ‘trocar experiências’, alimentando a criatividade e a inovação.